Coco Chanel
Gabrielle Chanel é o maior exemplo de self made woman de que se tem notícia na moda. Nasceu em 1883, de uma família paupérrima, foi abandonada ainda menina pelo pai logo depois da morte de sua mãe, cresceu em um orfanato e, de lá, foi enviada para um pensionato quando fez 18 anos. Aos 20, conseguiu um emprego de vendedora numa loja de Moulins que comercializava meias e luvas. A cidade abrigava um posto militar e foi assim que ela conheceu Étienne Balsan, um oficial de infantaria que mudaria sua vida. À noite, Gabrielle cantava no bar La Rotonde. Foi de seu número, Qui qu’a vu Coco, que ela tirou o apelido e sua futura marca registrada. Sem perspectivas, aceitou o convite de Balsan para morar em seu castelo e passou a conviver com seus amigos. Entre eles, Boy Capel, que se tornaria seu amante.
Foi criando chapéus e, logo depois, roupas simples e confortáveis (isso numa época em que espartilhos, babados e uma profusão de tecidos davam o tom à moda) que Coco começou a chamar a atenção. Um dia, para se proteger do frio, em uma temporada na praia francesa de Deauville, na França, ela emprestou um suéter de Capel. Em vez de vesti-lo pela cabeça, cortou a frente, fez um acabamento com fita e acrescentou uma gola e um laço. “Minha fortuna começou com aquele velho suéter, só porque senti frio”.
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25 de outubro de 2011 - 16H44
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