Como funciona a Santa Marcelina

O primeiro curso superior de moda do Brasil continua a ser um dos mais respeitados do país, formando profissionais de sucesso do mercado fashion.

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Fachada da FASM, no bairro paulistano de Perdizes.
Fachada da FASM, no bairro paulistano de Perdizes.

Em uma rua quase escondida do bairro das Perdizes, zona Oeste de São Paulo, uma construção modernista dos anos 1960, assinada pelo arquiteto italiano Manlio Rizzenti, chama a atenção. Trata-se da dupla de prédios que sedia uma das duas unidades (a outra fica em Itaquera, na Zona Leste da capital,) da tradicional faculdade Santa Marcelina, a FASM. Apesar de a instituição ter completado 80 anos em 2009, foi a criação do curso superior de desenho de moda há 23 anos que a impulsionou no mercado. Inicialmente, por ser a primeira a investir nessa modalidade no Brasil e, depois, por colocar no mercado um número excepcional de ex-alunos talentosos, como Adriana Barra, Erika Ikezili, Alexandre Herchcovitch, Wilson Ranieri, Dudu Bertholini (que não se formou), Rita Comparato e Emannuelle Junqueira.

A ideia do curso já existia nos anos 1960, como uma disciplina do extinto curso de Belas Artes, ministrada pela professora francesa Eugenie Villien, que acompanhava toda a movimentação na Europa em torno da moda. Aliás, foi por meio dessa aula, já no início dos anos 1980, que a atual coordenadora do curso, Raquel Valente Fulchiron, conheceu a Santa Marcelina. Depois de cursar artes plásticas na Faculdade Armando Álvares Penteado, a FAAP, ela resolveu fazer um ano de educação artística na FASM e descobriu na disciplina de moda uma nova profissão. Raquel trabalhou na área de estilo de empresas como Alpargatas e Speedo, além de ter dado consultoria para uma série de grifes. Na FASM, dá aulas há 20 anos e há 10 assumiu o posto de coordenadora. “Mas não sou nenhuma Louise Wilson”, brinca ela, referindo-se a temida coordenadora do mestrado de moda da inglesa Saint Martins. Raquel, 60 anos, exige dedicação, disciplina, que os alunos não se acomodem nunca em suas buscas criativas, mas está longe de ser uma mulher autoritária. “Minha sala fica aberta o tempo todo para os alunos. Mesmo na hora do almoço estou sempre discutindo ideias com eles. Sou uma admiradora do rigor que eles têm em relação a sua futura profissão”, conta Raquel, que é também coordenadora dos dois cursos de pós-graduação de moda da FASM.

BIA PARREIRAS

Aula prática do curso de desenho de moda.
Aula prática do curso de desenho de moda.

Criação é a palavra chave do curso de desenho de moda. E criar, pela filosofia da faculdade, envolve se preocupar com ideias, conceitos e uma linguagem estética. “Os alunos saem daqui criadores. Depois, quando estiverem no mercado, aprendem rapidamente a viver a moda mais comercial”, explica Raquel, que acredita que o conhecimento profundo da história das artes (cinema, pintura, escultura) seja o melhor caminho para formar um bom profissional para a cena fashion. A estilista e ex-aluna Emannuelle Junqueira concorda. “Sem dúvida uma das principais vantagens dessa faculdade é ter os estudos voltados para as artes e para a criatividade”, conta a estilista, que é famosa pelo estilo romântico da grife que leva seu nome e pelos vestidos de noivas incríveis.

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  1. marcela cortez ∞
    9 de março de 2011 às 0:14 |
  2. madmax•
    11 de novembro de 2010 às 23:40 |
  3. virginia m. peracini
    11 de novembro de 2010 às 23:16 |