Maria Bonita
Danielle Jensen, estilista da Maria Bonita, resolveu recriar uma expedição ao norte do Brasil em seu desfile de inverno. Peças com formas retas em cores terrosas compunham a coleção, que ressaltava a mistura de materiais. Os acessórios mereceram grande destaque. “Detalhamos neles as formas da região Norte”, explicou a designer. Os chapéus foram feitos com fios sintéticos trançados, imitando as tramas da cestaria típica do Pará. Os sapatos, mais masculinos, surgiram com saltos finos e baixos. As bolsas ganharam formas inusitadas, como as de um peixe. Entremeados nos vestidos e nos casacos compridos, os cintos deram formas mais femininas aos looks, que muitas vezes traziam paisagens inteiras desenhadas no tecido.
CAMILA GAIO
O cabeleireiro Celso Kamura recriou nos cabelos das modelos a mesma trama dos chapéus da coleção da Maria Bonita. Foram divididas seis mechas e depois divididas novamente, até formarem uma rede de fios. Na maquiagem, Kamura usou corretivo nas pálpebras, nos cílios e nas sobrancelhas, tudo para parecer que as modelos estavam sujas de terra. Nos lábios, ele usou o batom Siss, da MAC.
CAMILA GAIO
Em 2010, a Maria Bonita, uma das marcas mais respeitadas do cenário de moda nacional, completou 35 anos. Criada em 1975, pelas sócias e amigas Malba Paiva e Maria Cândida Sarmento, a grife carioca ficou conhecida por sua elegância, criatividade e alto padrão de qualidade – características que norteiam o trabalho da etiqueta até hoje. Mesmo depois da morte de Cândida, em 2002, a marca não perdeu o fôlego. Atualmente são 13 lojas, entre próprias e franquias, e 50 clientes de multimarcas.
De olho num visual mais romântico, a grife começou fazendo peças tingidas e bordadas. Logo ampliaram o olhar e partiram para boas peças de alfaiataria, com ótimos blazers e outras peças com modelagens mais elaboradas.
As formas minimalistas importadas do Japão, por exemplo, já foram inspiração para Cândida, que sempre cuidou da parte criativa, enquanto Malba se dedicava à administração da empresa. Apesar de não terem nascido no Rio de Janeiro ou em São Paulo – elas são alagoanas – a moda que propuseram não tinha nenhum traço de regionalismo, até mesmo quando trabalham com temas relacionados ao Nordeste, como aconteceu na coleção de verão 2011.
Dois anos depois de sua criação, Malba e Cândida inauguraram a primeira loja da grife, em Ipanema. Em 1981, foi a vez de São Paulo ganhar um ponto da etiqueta carioca, comandada 14 anos pela estilista Danielle Jensen, que ocupou o cargo de assistente de Cândida. “A Danielle tem muita coisa em comum com a Cândida. Ela escolhe bem os tecidos, entende o que é uma boa modelagem, um bom corte e um bom acabamento. A Dani é um pouco mais contemporânea e a Cândida era mais clássica”, comenta Alexandre Aquino, um dos sócios do grupo. Desde a temporada de inverno 2006, a Maria Bonita desfila no São Paulo Fashion Week. Antes, sua plataforma de lançamento era o Fashion Rio. Em março de 2012, Danielle Jensen deixou o cargo de diretor criativa da marca, agora comandada por uma equipe de estilo.
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Parabenizo a marca Maria Bonita pela inspiração na minha querida região.Sucesso nos negócios.Ameiiiiiii!
mix-estilo.blogspot.com -
[Info] #SãoPauloFashionWeek2012: Confiram mais detalhes do desfile da Maria Bonita! http://t.co/72aQ6NlB
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Estilista recria uma expedição ao norte do Brasil na coleção de inverno da Maria Bonita #spfw http://t.co/Ar8VVh2e
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