Juliana Jabour
Juliana Jabour parece querer cada vez mais se afastar da imagem de marca jovem que lhe ficou característica. Seu inverno aparece mais sombrio: no lugar das cores pastel e calmas, preto, marrom, vinho; ao invés das estampas infantis, animal prints estilizadas e um floral retrô. Saem também os volumes exagerados que cedem lugar a uma silhueta mais esguia, conseguida com o ótimo trabalho de alfaiataria em calças, macacões e blazers lânguidos e molinhos, ótimos para alongar o corpo. Ficam os cardigãs e tricôs oversized – mais elegantes as versões que ganham fios de lurex, brilho que, aliás, aparece em lindos vestidos longos de tricô com a cintura baixa. A melhor parte da coleção é a que traz saias longas combinadas com t-shirts e camisas, ora sobrepostas, ora amarradas na cintura, recurso que entrega o tema do desfile: uma alusão ao movimento grunge. Merecem destaque também os acessórios, como as bolsinhas franjadas coloridas e as botinhas amarradas estilo cortuno – mais atuais que as flats arredondadas que são a cara das coleções da estilista. Na sua estreia nas passarelas do SPFW, Juliana mostra que sua cliente amadureceu e que ela pode entregar um trabalho mais sofisticado sem esforço. Fica clara também a sintonia entre a estilista e Daniel Ueda, stylist habitual dos seus desfiles, cuja parceria podia muito bem extrapolar as semanas de moda, como faz a dupla Alexandre Herchcovitch e Maurício Ianês há muitos anos. Veja aqui o vídeo do desfile de Juliana Jabour.
Direção de criação: Juliana Jabour
Diretor de desfile e cenário: Zee Nunes
Stylist: Daniel Ueda
Maquiagem: Daniel Hernandez
DJ: Rodolfo Tavares e Alex D´Toledo (DJ Trusty)
O maquiador Daniel Hernandez criou uma beleza poderosa para a estreia de Juliana Jabour na semana de moda paulista. O foco foi a boca que surgiu com batom roxo opaco. Nos olhos, sombra terrosa e um blush laranja que invadiu a testa e fez surgir um efeito luminoso. O truque ficou por conta do blush. Nas maçãs, o tom rosa deu um ar saudável e, o marrom, afinou o rosto.
Aos 35 anos, Juliana Jabour é uma das estilistas prediletas da moçada que gosta de um visual mais divertido e com toques de sensualidade. Mas antes de ter sua marca e ser considerada a rainha da viscolycra – título que se esforça para deixar para trás já há algumas estações –, Juliana morou nove anos fora do Brasil. Seis deles em Washington, Estados Unidos, onde cursou política internacional, na universidade Georgetown – na época, a estilista pensava em seguir carreira diplomática.
De volta ao país, em 1997, a mineira usou sua experiência – ela foi vendedora e compradora da rede de lojas londrina Joseph – para conseguir um espaço nas equipes de estilo das marcas como Vide Bula, Triton, M. Officer, Zion e Mob. Em 2004, deu o seu primeiro grande passo solo: lançou sua marca própria e desfilou suas peças na multimarcas Pelu, em São Paulo. A iniciativa deu tão certo que Juliana foi convidada a integrar o line-up da Casa de Criadores. Foram apenas dois shows no celeiro de novos talentos. Seu bom desempenho logo lhe rendeu uma vaga no calendário do Fashion Rio. A estreia foi na temporada de verão 2007. Na passarela, apostou no que sabia fazer de melhor, ou seja: muitos vestidinhos de malha.
A virada no estilo veio no inverno 2009. Depois de tanto ensaiar, Juliana fez uma coleção mais diferenciada e madura. Trocou as estampas fofas e cores infantis por preto, cinza e formas mais limpas na coleção que tinha como referência os filmes Mad Max e Blade Runner. “Minha inspiração pode vir de um simples broche achado em um brechó, ou de uma viagem ao Oriente”, conta Juliana. Dentro do processo criativo da designer cabe ainda uma intensa pesquisa de mercado. “Não me baseio nas tendências, esse não é o meu perfil. Mas preciso saber o que está acontecendo e saber do que eu gosto e não gosto. Jamais vou usar algo que não seja a cara da marca”, completa. Além da linha principal, a marca conta com outras duas: a JJ, focada no público mais jovem, repleta de t-shirts, e a Juliana Gold, com peças mais luxuosas.
Presente em 180 pontos de venda no Brasil, a marca Juliana Jabour também é um sucesso internacional Suas coleções podem ser conferidas em showrooms em Nova York, Los Angeles, Seattle, Londres, Lisboa, Atenas e Tóquio – cerca de 30% da produção é exportada a cada estação. Fã de Sonia Rykiel, Marc Jacobs e Lanvin, está nos planos da designer o lançamento de uma linha infantil, a Julieta. Outra vontade, a de voltar a desfilar em São Paulo, foi concretizada nesta temporada. A partir do inverno 2011, sua marca passa a integrar o line-up do SPFW.
7 comentários Ver comentários
Busca por marca
7 comentários
Deixe um comentário:
-
RT @ellebrasil: Juliana Jabour estreia no SPFW com inverno que faz alusão ao movimento grunge http://abr.io/LSf
-
RT @ellebrasil: Juliana Jabour estreia no SPFW com inverno que faz alusão ao movimento grunge http://abr.io/LSf
-
RT @ellebrasil: Juliana Jabour estreia no SPFW com inverno que faz alusão ao movimento grunge http://abr.io/LSf
-
RT @ellebrasil: Juliana Jabour estreia no SPFW com inverno que faz alusão ao movimento grunge http://abr.io/LSf
-
RT @ellebrasil: Juliana Jabour estreia no SPFW com inverno que faz alusão ao movimento grunge http://abr.io/LSf
-
RT @ellebrasil: Juliana Jabour estreia no SPFW com inverno que faz alusão ao movimento grunge http://abr.io/LSf
-
Juliana Jabour estreia no SPFW com inverno que faz alusão ao movimento grunge http://abr.io/LSf






















































